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domingo, 20 de dezembro de 2009

Saúde promove curso de reciclagem para agentes controladores de vetor.


São Roque, 20 de Dezembro de 2009.
       

Saúde


Saúde promove curso de reciclagem para agentes controladores de vetor





Reciclar os conhecimentos, atualizar técnicas e discutir soluções para as dificuldades do trabalho de campo. Foi com esses objetivos que o Departamento de Saúde realizou entre os dias 7 e 11 de dezembro mais um curso básico de combate à dengue para a equipe de agentes controladores de vetor que atuam no município.

Ao todo 12 profissionais participaram das aulas ministradas por técnicos da Vigilância Sanitária e da Superintendência de Controle de Endemias – Sucen. De acordo com Wesley de Matos, profissional de Informação, Educação e Cultura do departamento de Saúde, o curso é mais uma ação preparatória para as tarefas de combate ao Aedes Aegypti durante o verão. “Recordamos e atualizamos as informações sobre o ciclo biológico do mosquito, eliminação de criadouros e até sintomas da doença para que os agentes possam orientar a população da melhor forma possível”, justifica Matos.

Dificuldades

Durante o curso os profissionais de saúde responsáveis pelo trabalho de campo para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença também tiveram a oportunidade de expor as dificuldades encontradas no dia-a-dia. O relato mais comum ainda é a não autorização da entrada dos agentes para vistoria. Segundo o Serviço de Controle de Zoonoses (SCZ), essa é uma dificuldade antiga. O Departamento de Saúde chegou a publicar a foto dos agentes no jornal para dar segurança à população, mas muita gente ainda proíbe a entrada. “Estamos estudando utilizar um uniforme diferenciado e exclusivo para identificar os agentes e com isso dar mais segurança para os moradores receberem as equipes”, antecipa Irma Delfino, supervisora do SCZ.

Novas estratégias

O trabalho de combate ao mosquito Aedes Aegypti em São Roque deve ter novos procedimentos em breve. Além do trabalho contínuo de orientação, busca e eliminação de criadouros, profissionais de São Roque estão sendo treinados para ações de nebulização também chamada de bloqueio químico. A estratégia consiste na pulverização de inseticidas em áreas específicas e visa à eliminação de mosquitos adultos.

O mosquito da dengue não gosta da região.




















18 de dezembro de 2009 | N° 16190Al

PREVENÇÃO



O mosquito da dengue não gosta da região


Tem vezes em que é bom não ser hospitaleiro. Como no caso de o visitante ser o mosquito Aedes aegypti, aquele que transmite a dengue. A Zona Sul é um lugar pouco atraente para o inseto. Mesmo assim, os moradores devem se prevenir, evitando água parada (veja dicas no quadro ao lado).

Nas oito medições feitas desde o ano passado, os níveis de infestação pela larva do mosquito estiveram acima do considerado tolerável pelo Ministério da Saúde (abaixo de 1%) em somente duas ocasiões: em janeiro de 2008, nos bairros Camaquã, Vila Assunção, Tristeza, Cristal (1,6%), e em maio de 2009, no Cavalhada (1,9%).

O valor de maio deste ano foi o único de um bairro da Zona Sul que superou a média de infestação por larvas do mosquito na cidade. Na última avaliação, feita em novembro, a região foi exemplar. Vila Conceição, Tristeza, Ipanema, Camaquã, Vila Assunção e Cristal não tiveram registro da presença de larvas. Cavalhada marcou 0,2% (o que significa 0,2 casa para cada cem residências pesquisadas). O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da Capital no período foi de 0,3%.

A explicação para a preferência do Aedes aegypti por outras partes de Porto Alegre é que ele está habituado a ambientes de vida urbanos. Quem informa é a coordenadora do Programa de Prevenção do Controle à Dengue da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Maria Mercedes Bendati:

– O mosquito quer gente, e, na Zona Sul, existe mais distância entre pessoas, as casas ficam longe umas das outras e há áreas mais silvestres.

O inseto que se sente à vontade na região é o Aedes albopictus. Apesar de considerado um transmissor potencial da dengue, não há comprovação científica de que tenha transmitido a doença no Brasil, segundo o médico Drauzio Varella em texto publicado em seu site











PREVENÇÃO

Moradores ficam em alerta

“Não deixo nada com água parada em casa. A gente faz o que pode. Mas vejo alguns lugares aqui que podem atrair o mosquito. A parada de ônibus na frente do BarraShoppingSul, por exemplo, tem um banhado.”

Ênio Crivellaro, 75 anos, funcionário público federal, morador do bairro Camaquã


“Minha casa não é muito grande. Boto areia nos pratinhos dos vasos e troco a água do cachorro.

Todos os vizinhos próximos tomam providências em relação à dengue.”

Andréia Duarte, 36 anos, empregada doméstica, moradora da Vila Assunção


“Não deixo prato embaixo dos vasos. Além disso, os vasos ficam em cima de ralos. Não tem onde juntar água na minha casa.”

Ana Maria Silva, 45 anos, dona de casa, moradora da Rua Pinheiro Borda.

Falta de vergonha: Temporão X SUS.





Pergunta do leitor Marcílio Campos: "O senhor tem plano de saúde? Se tem, é porque não confia no sistema público de saúde? Sua família tem plano de saúde?"
TEMPORÃO: Eu sou funcionário da Fiocruz, que tem um plano próprio. Temos uma fundação privada que se chama Fioprev e esta tem o Fiosaúde. A Fiocruz paga 40% e os outros 60%, eu pago. Defendo uma posição sobre isso: são 40 milhões de pessoas que usam os planos de saúde privados, e elas podem abater no Imposto de Renda o valor. A renúncia fiscal é de R$ 10 bilhões por ano. Além disso, o governo federal gasta R$ 2,5 bilhões por ano complementando o plano de saúde de Executivo, Legislativo e Judiciário. São, ao todo, R$ 12,5 bilhões por ano. Acho que seria interessando que o governo não subsidiasse mais os planos de funcionários públicos dos três poderes. Quem quiser, pague o plano de seu próprio bolso, quem não quiser, use o sistema público de saúde.
Minha Opinião: Falar e fácil, porque não se proíbe que quem possuir cargo nos três poderes, seja proibido de possuir plano de saúde e seja obrigado de utilizar o SUS.




Prevenção da dengue focos do mosquito está nas residências: o que exige tomada de atitude severa dos moradores





Prevenção da dengue

Escrito por Val Sales - valsales@pagina20.com.br   
20-Dez-2009
Predominância dos focos do mosquito está nas residências, o que exige tomada de atitude severa dos moradoresdengue_agente_8_rs.jpgA Vigilância Epidemiológica e Ambiental do município alerta as comunidades sobre os cuidados de prevenção que devem ser tomados para evitar a dengue. O fato de os criadouros do mosquito Aedes aegypti predominarem nas casas e quintais, exige uma tomada de atitude mais severa por parte dos moradores no sentido de manter o ambiente limpo do vetor.
O diretor do órgão em Rio Branco, Jeosafá César, aconselha que os moradores mantenham tanques e caixas d’água tampados, além de eliminar dos quintais objetos como tampinhas de garrafas, garrafas, pneus velhos e outros detritos que servem de criadouros para o mosquito.
Ainda segundo ele, outro cuidado que deve ser tomado é com os vasos de plantas. É importante que os pratos de suporte, que geralmente acumulam água, estejam enxutos ou com areia dentro. “Agindo assim, o morador evita a proliferação do mosquito e contribui para que sua vizinhança também esteja segura”, explica.
Jeosafá César lembra que o município vem notificado uma média de 100 casos por semana e que cerca de 40% desse total acabam sendo confirmados, o que requer uma atenção maior por parte da população em colaborar com as campanhas de combate ao Aedes aegypti. “A eficácia das campanhas de combate à dengue depende da participação de todos”, acrescenta.
Ele lembra que a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando trabalho de prevenção por meio da visita dos agentes de endemias nas  residências. Nesse caso, é importante que as pessoas recebam bem o profissional e aproveite a presença dele em suas casa para tirar toda e qualquer dúvidas sobre as formas de eliminar os focos.  “A população já conhece os caminhos da prevenção, mas precisa tomar atitudes reais para evitar a doença”, ressalta.
A dengue é uma doença grave, causada por quatro tipos de vírus. O quarto da lista não teve até o momento nenhuma ocorrência no Brasil. No entanto, os outros três circulam no país e a maior procedência em Rio Branco é o tipo dois, que está associado à forma mais grave dos sintomas. Ela se apresenta com complicações mais intensas ou  na forma hemorrágica.
“Para garantir maior alcance das informações, os agentes agentes da vigilância desenvolvem palestras nas escolas e mobilizam tantos os alunos quanto a direção e educadores das instituições para que todos sejam formadores de uma nova postura da sociedade em relação aos cuidados de prevenção”.